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	<title>Sociedade Interativa</title>
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		<title>“Viagem secreta”</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 12:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemiltonmenezes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Milton Menezes - Gostaria de viajar comigo pelo fantástico mundo submarino? - Não?&#8230; Por quê? Será que depois de assistirem tubarão I, II, e III, ficaram com medo do mar? &#8211; Ora, meu amigo internauta, relaxe, enterre suas preocupações terrestres, &#8230; <a href="http://www.sociedadeinterativa.com.br/?p=18">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft" src="http://www.sociedadeinterativa.com.br/img/viagemsecreta/01.jpg" alt="" width="232" height="371" />Milton Menezes</strong></p>
<p>- Gostaria de viajar comigo pelo fantástico mundo submarino?<br />
- Não?&#8230; Por quê? Será que depois de assistirem tubarão I, II, e III, ficaram com medo do mar? &#8211; Ora, meu amigo internauta, relaxe, enterre suas preocupações terrestres, feche os olhos, imagine e viaje comigo, pelos fossos abissais do fundo do mar&#8230;<br />
Nesse momento, você está entrando pela escotilha de “meu” submarino, engajado a uma tripulação de 116 homens, com destino ao desconhecido&#8230; somente eu, Comandante Anderson, conheço, mas não posso revelar. É segredo de Estado&#8230;<br />
Dito isso, ordenei fechar a escotilha, acionar o reator até atingirmos gradativamente a velocidade de 25 nós, sem forçar maior pressão nas turbinas.<br />
Enquanto transmito as ordens, percebo no olhar de nosso ilustre convidado, o brilho da curiosidade; seus “sensores visuais” perscrutam minuciosamente todos os detalhes da sala de comando. Sorrio, deixando-o ainda mais inquiridor e, após verificar que tudo corria maravilhosamente bem,  convidei-o a conhecer todos os compartimentos do nosso submergível, iniciando pela popa ou ré, onde se localizava o alojamento da tripulação. Em seguida, passamos pelos compartimentos dos motores, sendo cada máquina, explicada minuciosamente, com suas devidas funções que, aos olhos ávidos de informações, funcionavam como lições complementares na escola da vida.<br />
Perguntou-me sobre cada detalhe e depois de explicado, entramos numa sala altamente perigosa; espécie de caixa torácica, tendo o “coração” do submarino em seu interior. Uma massa de urânio, do tamanho de uma bola de futebol que fornecia calor suficiente pondo para funcionar as turbinas de vapor, para uma viagem de até 96.000 km.<br />
Essa fonte de energia radioativa deveria manter o submarino submerso, sem necessidade de subir à tona para recarregar, como é de praxe nos tradicionais submarinos elétricos convencionais. Estes sobem a miúde para ligarem os motores a diesel, recarregando seus acumuladores. E, depois de um tempo, tornam a imergirem, fortalecidos. E&#8230; Percebi que meu visitante estava nervoso. Logo saímos dessa “pilha atômica” para entrarmos no “centro de ataque”, de onde partem os mísseis nucleares, bem próximos à sala dos comandos, perto do compartimento do periscópio. Depois seguimos para: minha cabine (do comandante), sala dos oficiais, alojamento da tripulação e finalmente à sala dos torpedos ( um barril de dinamite), localizada na proa. Enquanto o visitante emitia uma enxurrada de perguntas, às quais eram prontamente respondidas; e a cada três, uma era constantemente repetida com veemência: &#8211; Para onde vamos comandante?<br />
- Breve saberá. Respondi-lhe, após caminharmos uns cem metros (comprimento do submarino) e percebi que estava exausto e nossos estômagos já indicavam a direção do refeitório, no que foram rapidamente atendidos. Com estômago não se brinca!<br />
Fizemos uma refeição leve e descontraída, num ambiente aparentemente tranqüilo e aconchegante. As conversas giravam sobre eixos da alegria, embora no íntimo de cada um persistisse a mesma pergunta: Para onde vamos comandante? Bem&#8230;<br />
E vou desviando respostas com mais informações sobre nosso submergível:<br />
- Ele foi projetado com uma longa proa afilada para desenvolver mais velocidade; tem oito metros de diâmetro, pesa 4.500 toneladas e possui o casco revestido com chapas de aço, para maior proteção contra o gelo; foi instalado um sistema especial de sonda acústica para indicar a tempo, a presença de icebergs profundos ou cristas submarinas montanhosas. Há um navegador inercial para medir, computar e registra toda a rota. Invenção que irá revolucionar nossas futuras viagens submarinas. Mas&#8230; Deixemos as explanações para depois e venha comigo. Veja através desse visor, as maravilhas do fundo do mar. &#8211; Não é um espetáculo fantástico?! É, retruquei. É uma beleza! Veja aquele peixe com uma luzinha na testa! Está iluminando seu próprio caminho, seguido por outros. Tem um atrás com dois olhos enormes, ocultos na escuridão de sua loca. Deve ser um peixe gigante, não é comandante? I Sim. Na certe espreita alguma vítima. Pode também ser um grande polvo. Tal como na terra, aqui também é regida a lei da predação: os mais fortes se alimentam dos mais fracos&#8230; – É comandante&#8230; Olhe! Está escurecendo. Não estou enxergando quase nada&#8230; Já é noite?<br />
Ah! Ah! Ah!&#8230;É uma baleia passando rente ao visor. E todos caíram na gargalhada.<br />
É comandante, tem razão. Respondi meio sem jeito, mas logo me recompus. E me animei com outro espetáculo: Uma linda paisagem repleta de algas com verdes em diversos tons. Um cardume de peixes multicores seguia bailando, ao ritmo dos requebros de uma gigantesca arraia, rodeados por golfinhos brincalhões que sorriam de contentamento. De repente, tudo escureceu. Senti um frio na espinha, enrugando minha pele e gritei: &#8211; Comandante Anderson, agora está escuro mesmo e não é baleia!<br />
É verdade, internauta, não é uma baleia. Estamos entrando na rota certa. Não se preocupe, só estamos imergindo, mais, e creio que logo, logo, chegaremos ao destino&#8230;<br />
- Mas comandante, meu instinto diz que há algo errado! Parece que estamos sendo tragados por um grande buraco negro. Estou sentindo frio. Estamos em uma geladeira, é? –E verdade. Estamos nesse momento sob o gelo do Pólo Norte&#8230; Deus me acuda, Comandante! Por que não me falou antes? Jamais embarcaria se soubesse e&#8230;<br />
- Preste atenção, disse o comandante. Você está no Nautilus. O primeiro submarino nuclear dos Estados Unidos. Nossa missão é viajar desde o Oceano pacífico, por baixo do gelo Ártico, até o Atlântico Norte, passando pelo Pólo Norte, conduzindo nossa tripulação sã e salva. Saímos do Porto de New London, na costa atlântica dos Estados Unidos, viajamos durante quatro dias por baixo da Calota Polar e deveremos chegar a Portland na Inglaterra. Estamos no ano de 1958, com uma tecnologia bastante avançada para nossa época. Se tudo der certo, estaremos concluindo os testes de resistência do homem e da máquina, e você, internauta, é o nosso convidado especial!<br />
E, após ultrapassar o Cabo Lisburne no Alasca, o Nautilus alcançou a Banquisa Glacial Polar, fazendo a travessia sob espessas camadas de gelo, utilizando um aparelho de televisão de circuito interno. Às vezes, era obrigado a diminuir sua velocidade e descer maiores profundidades para evitar uma colisão com perigosos icebergs. Depois, com a rota mais navegável, finalmente alcançaram seus destinos, sendo recebidos como heróis. Receberam inclusive eu, das mãos do presidente Eisehower, medalhas especial e a mim honrarias, como visitante e companheiro de viagem de muita “coragem”&#8230;.</p>
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		<title>As idéias</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 12:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemiltonmenezes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A principio é aquela coisinha de pouco significado, mas que perturba. Aos pouco vai ganhando forma, tomando corpo, tornando-se visível à luz da confirmação. Seu autor convicto dessa concretização fecha-se em sua “redoma de pesquisa”, pois tem plena certeza que &#8230; <a href="http://www.sociedadeinterativa.com.br/?p=12">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.sociedadeinterativa.com.br/img/ideias/01.jpg" alt="" width="281" height="293" />A principio é aquela coisinha de pouco significado, mas que perturba. Aos pouco vai ganhando forma, tomando corpo, tornando-se visível à luz da confirmação. Seu autor convicto dessa concretização fecha-se em sua “redoma de pesquisa”, pois tem plena certeza que ao final ela valerá ouro; também sabe que é fluida. Um leve escorregão e escorrerá por entre os dedos de suas para outras mãos.</p>
<p>Portanto, muito cuidado! Quando produzi-las, guarde sigilo absoluto, senão&#8230;<br />
Certo dia ao passear pela Avenida Sete de Setembro em Salvador-Ba., deparei-me com um ambulante vendendo peixinhos dentro de improvisados “aquários&#8221; de sacos- plásticos. Haviam diversos amarrados pelas bocas, atados em uma vara e dispostos sobre seu ombro. Uma verdadeira vitrine humana ambulante.</p>
<p>O que mais me despertou atenção foi o recurso criativo utilizado para cavar seu sustento. Eu o via como um vendedor de idéias. Aquele que perante uma necessidade, cria soluções alternativas de sobrevivência, optando pela honestidade em lugar da marginalidade e pelo trabalho em lugar da mendicância.</p>
<p>É mais um Dom Quixote da vida em luta contra os moinhos de vento da subsistência. Mas com uma grande diferença: cria suas próprias soluções para seus problemas, mesmo que precárias.</p>
<p>As boas idéias são como jóias raras que nem sempre afloram à superfície da luz da razão. Às vezes há necessidade de extrai-la da profundidade do intelecto. A idéia bruta é refinada, industrializada através da criatividade, transformada em produtos de consumo e lançada no mercado.</p>
<p>A criatividade é proporcional à realidade cultural de cada ser, ante suas necessidades. Foi percebendo a realidade cultural dos cegos que um inglês inventou uma máquina sonora de escrever (para cegos).</p>
<p>Quando o cego fala uma seqüência de letras, o som vai formando as palavras. Portanto, foi mais uma idéia vendida. Para as boas idéias sempre haverá bons compradores. Mas, cuidado!&#8230; Um leve escorregão e escorrerá por entre os dedos de suas para outras mãos.</p>
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		<title>Amor à primeira vista</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 12:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemiltonmenezes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O brilho ofuscante de letreiros luminosos, brinquedos eletrônicos, manequins ornados, bijuterias, objetos artesanais em couro, equipamentos fotográficos e uma infinidade de atrações visuais que moveria qualquer pálpebra por mais insensível que fosse. Com certeza, piscaria diversas vezes por segundo. Mas, &#8230; <a href="http://www.sociedadeinterativa.com.br/?p=8">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.sociedadeinterativa.com.br/img/primeiravista/01.jpg" alt="" width="168" height="145" />O brilho ofuscante de letreiros luminosos, brinquedos eletrônicos, manequins ornados, bijuterias, objetos artesanais em couro, equipamentos fotográficos e uma infinidade de atrações visuais que moveria qualquer pálpebra por mais insensível que fosse. Com certeza, piscaria diversas vezes por segundo. Mas, esta não. Permitia que a luz penetrasse sua pupila apenas o necessário. Estava muito preocupada, pois ainda não vira a “menina de seus olhos”. E continuou a navegar seu olhar pelas estradas transparentes das vitrines, à procura de algo, mas não sabia o quê. Vez por outra seus olhos ameaçavam arregalar-se&#8230; Mas, mera tentativa de expressão anatômica&#8230; E, após visualizar dezenas de vitrines e já se esgotando por de uma estafa, eis! Finalmente! Lá estava ele. Fora detectado, apesar de semi-escondido entre brinquedos e tapeçarias. Aquela emoção explodiu seu artefato da paixão!Era uma noite suave de céu estrelado. A lua faceira ria do arlequim, que, de sua janela melancólica com um olhar perdido, perscrutava no infinito, uma inexistente fímbria de esperança. A lua em puro branco, sob a capa celeste de um místico azul da Prússia mesclado de tons roxos, contrastava com aquela tristeza do arlequim. Ele era o ponto principal daquela composição visual, por quem as pálpebras piscavam, piscavam, piscavam e. finalmente abriram-se, deixando-se trespassarem pela luz da paixão, emanadas pelo reflexo da reprodução de um, quadro na vitrine.</p>
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